Debriefing · Lançamento WICI 3 · Hire Brazil

O lançamento,em números e em leitura

O WICI 3 faturou R$ 758 mil (R$ 547 mil de lucro, ROAS 6,46×), com 248 mentorias vendidas, 1.355 ingressos e o WhatsApp cheio. Primeiro os números do lançamento; depois a nossa leitura: onde ajustamos a rota e o plano que faz o próximo render mais.

Faturamento
R$ 758.392,69
bruto · líq. R$ 709.005,99
Lucro do lançamento
R$ 547.459,14
72,6% do planejado
ROAS
6,46×
ROI 2,60
Investido em tráfego
R$ 101,7k
1.355 ingressos · 248 mentorias

Este documento tem duas partes. Na primeira, os números do lançamento do jeito que vocês já conhecem: linha do tempo, placar, captação, funil e criativos. Na segunda, a nossa leitura — o que os números querem dizer, onde a rota foi ajustada e o que muda no próximo.

A régua que a gente usa é simples: não basta rodar anúncio, é preciso conduzir o lançamento. Então aqui não tem só o que deu certo — tem também o que a gente diagnosticou e já está corrigindo. É esse trabalho que faz cada real do próximo render mais que o deste.

Cardô Marketing · gestão de tráfego · Hire Brazil
Ato 1

Os números do lançamento

O que aconteceu, medido — do investimento ao lucro. Tráfego e funil da dashboard ao vivo; vendas, faturamento e custos da planilha oficial do lançamento.

I

Linha do tempo

O WICI 3 foi um lançamento pago — ingresso do workshop na frente, mentoria no fim. O tráfego rodou por 52 dias.

13/07
Início do tráfego
Abre a captação de ingressos e o aquecimento da audiência.
Jul → Ago
Captação de ingressos
Campanhas de venda de ingresso (Start e VIP), lembrete e recuperação.
15–16/08
Workshop ao vivo (2 dias)
O evento. Pitch da Mentoria Moeda Forte no encerramento.
16–23/08
Carrinho da mentoria
Venda da Mentoria Moeda Forte (produto principal). Time comercial até 31/08 · downsell 31/08–02/09.
II

Placar do tráfego

Os números conforme a dashboard ao vivo do lançamento (Malu + Hire), de 13/07 a 02/09.

Investido
R$ 101,7k
US$ 19,6k · cotação 5,19
Alcance
2,30 M
2,65 M impressões
Cliques
30,5k
CTR 1,15%
Visitas na página
10,99k
cliques que chegaram na LP
Ingressos
1.355
75% da meta de 1.800
III

Captação de ingressos

A meta era 1.800 ingressos. Chegamos a 1.355 (75%) — e o tráfego respondeu pela maior fatia do volume.

Ingressos — meta do lançamento1.355 / 1.800
↳ via tráfego pago882 · 65% dos ingressos
↳ via orgânico473 · 35%
O tráfego puxou

Dos 1.355 ingressos, 882 vieram do pago (65%). Ticket médio do ingresso ficou em R$ 28,27 (faturamento de ingresso R$ 38,3 mil) — mais barato que o planejado, puxado pelas ofertas de R$ 9,90.

O que segurou

Paramos em 75% da meta. No meio do lançamento, contas de anúncio caíram — perdemos janela de entrega e ficamos atrás. Não foi eficiência; foi operação. E é exatamente o que o plano do próximo protege.

Preço por ingresso · geral
R$ 101,24
frio R$ 101,79 · quente R$ 97,56
Ticket do ingresso
R$ 28,27
ofertas de R$ 9,90 a R$ 57
Conversão clique → ingresso
3,9%
do clique no anúncio à compra
A captação de ingresso converteu de forma saudável. Do clique no anúncio à compra foram 3,9% — dentro do que se espera de uma oferta paga. O maior gargalo do lançamento não foi a conversão, e sim o topo: as contas caíram no meio e perdemos janela no início. Ainda assim, a página de ingresso é uma alavanca clara de melhoria pro próximo: dá pra ganhar conversão testando headline, prova social e a estrutura da oferta. Somando uma página mais afiada a mais gente qualificada chegando nela, o próximo lançamento rende mais.
IV

O funil de captação

Do alcance ao ingresso. Cada degrau mostra quanto do anterior seguiu adiante.

Alcance 2.298.778pessoas únicas
2,30 M
Cliques no link 30.531CTR 1,15% · saudável
30,5k
Visitas na página 10.99236% dos cliques
10,99k
Ingressos 1.355real (plataforma)
1.355
Leitura rápida. O tráfego levou 30,5 mil cliques e transformou em 882 ingressos pagos — 65% do volume do lançamento. O gargalo do próximo não é o funil de captação, e sim chegar mais forte no início (Ato 2).
V

Os criativos que venderam

Quais criativos mais venderam ingresso e quais converteram mais barato (menor CPA) — ranking real, dados Meta. É o aprendizado que a gente carrega pro próximo lançamento.

1
AD57_VID_One_shot_bike_9_90Vídeo one shot · oferta R$9,90
58
vendas
R$55
CPA
▶ Ver
2
AD01_VID_Te_achei_19Oferta checkout R$19
49
vendas
R$107
CPA
▶ Ver
3
AD58_VID_daqui_alguns_meses_9_90Vídeo · oferta R$9,90
49
vendas
R$66
CPA
▶ Ver
4
AD54_IMG_PreciumImagem · Precium
45
vendas
R$53
CPA
▶ Ver
5
AD3_IMG_150_bilhete_9_90Bilhete R$9,90
45
vendas
R$49
CPA
▶ Ver
6
AD01_VID_Voce_Nao_DeveriaVídeo de conexão
36
vendas
R$117
CPA
▶ Ver
7
AD80_IMG_ultimos_ingressosÚltimos ingressos · escassez
30
vendas
R$82
CPA
▶ Ver
8
AD37_IMG_Carrossel_Faria_DiferenteCarrossel
28
vendas
R$161
CPA
▶ Ver
Quem mais vendeu ingresso

AD57 — One shot bike (R$ 9,90) liderou com 58 vendas, seguido de Te achei_19 e Daqui alguns meses, com 49 cada. Vídeo + oferta baixa é a dobradinha que mais enche o workshop — é o que a gente replica e escala primeiro no próximo.

Quem converteu mais barato

AD03 — Bilhete 9,90 foi o mais eficiente: R$ 49 por ingresso com 45 vendas. Logo atrás, AD54 (Precium) a R$ 53 e AD57 a R$ 55. Esses são os moldes de menor custo — a base pra abrir verba com segurança lá no começo.

Padrão nº1

Oferta baixa ganha no CPA

Checkouts de R$19 / R$9,90 deram CPA de R$14–20. Onde escalar — com olho no ticket.

Padrão nº2

Preço "29,70" faz volume

Criativos de oferta/preço lotam o topo — vídeo e imagem entregam.

Padrão nº3

Meme funciona

Humor do "dia ruim" trouxe 16 vendas barato. Ter sempre um no ar.

Padrão nº4

Vídeo de dor escala

O campeão é vídeo de conexão. Emoção primeiro, oferta depois.

Como a gente trabalha

Enquanto o lançamento rodava, a gente foi atrás de referência do mercado e transformou em criativo. O #2 (Te achei_19) nasceu de um estudo da aula do Baldan; o AD54 (Precium) e o AD03 (Bilhete 9,90) foram adaptados de referências que encontramos. E fomos além: desenvolvemos uma ferramenta própria que varre a Biblioteca de Anúncios e traz sozinha as referências de lançamento que estão no ar vendendo — pra nunca criar no escuro e sempre partir do que já funciona.

VI

A venda da mentoria

O ingresso é a isca; a mentoria (R$ 2.497+) é o produto. É aqui que o lançamento se paga.

Vendas da mentoria
248
de 315 planejadas · 147 + 101
Faturamento pré-venda + carrinho
R$ 714,7k
bruto · 94% do total
Ticket médio
R$ 2.589
pitch R$ 2.589 · pré-venda R$ 2.614
Workshop → mentoria
9,6%
conversão de quem assistiu
Onde está o dinheiro

O ingresso é a isca; a mentoria é o resultado. Foram 248 mentorias (de 315 planejadas) — e, somando os outros produtos que o time ofertou nas calls, 275 vendas no total, R$ 714,7 mil, 94% do faturamento. O tráfego encheu o workshop e o pitch converteu.

A alavanca do pitch

A conversão pós-pitch automática foi 2,8%; com o time de vendas, subiu pra 7%. Regravar/afinar o pitch é a maior alavanca de faturamento do próximo — pequena melhora aqui, sobre 248 mentorias, é muito dinheiro.

FrenteMetaRealizado
Ingressos1.800 · R$ 99.1441.355 · R$ 38.307
Mentoria — pré-venda135 · R$ 440.000101 · R$ 282.345
Mentoria — carrinho180 · R$ 486.000147 · R$ 432.395
Downsell—18 · R$ 5.346
Faturamento totalR$ 1.025.144R$ 758.393
Realizado = 73,98% da meta. As vendas da mentoria acima são mentorias puras (pré-venda 101 + carrinho 147 = 248). Nas calls de carrinho aberto, quando o lead não tinha verba pra mentoria, o time ofertou outros produtos pra puxar a meta de faturamento — contando esses, foram 108 + 167 = 275 vendas, e a receita deles já está no faturamento bruto de cada linha. Reembolsos: 26 ingresso · 1 pré-venda · 9 mentoria. Fonte: planilha comercial do lançamento.
VII

O resultado do lançamento

Somando ingresso + mentoria + downsell. O número que importa pra vocês: o que entrou e o que sobrou.

Faturamento bruto
R$ 758.392,69
73,98% da meta de R$ 1,03 mi
Faturamento líquido
R$ 709.005,99
após taxas e reembolsos
Lucro do lançamento
R$ 547.459,14
72,6% do planejado
ROAS
6,46×
retorno sobre o tráfego
ROI
2,60
acima do planejado (1,60)
Deu lucro cheio

Mesmo em 74% da meta de faturamento, o lançamento lucrou R$ 547 mil — e o ROI subiu pra 2,60 (o planejado era 1,60). Cada real investido voltou multiplicado.

O que dá pra crescer

Faltaram os 26% da meta de faturamento. As duas alavancas estão medidas aqui: chegar mais forte no início e proteger a operação (as contas que caíram). Corrigidos, o próximo passa a meta.

Ato 2

A nossa leitura

O que os números querem dizer — e o que a gente já está fazendo com isso. É aqui que a gestão aparece.

VIII

A leitura, mais fundo

O que os números querem dizer — a análise que separa um relatório de uma gestão.

1

ROAS de 6,46× não é a história toda — o que importa é o lucro

O lançamento entregou ROAS 6,46× e ROI 2,60 — cada R$ 1 de operação virou R$ 2,60 de lucro. Quando se abre verba pra ganhar volume, o ROAS marginal naturalmente cede; e tudo bem, porque o que enche o caixa é o lucro absoluto: R$ 547 mil. A leitura de gestor é essa — perseguir volume lucrativo, não ROAS de vaidade.

2

O ingresso é a isca; o lucro é a mentoria

O ticket do ingresso caiu pra R$ 28 (ofertas de R$ 9,90) — de propósito: ingresso barato enche o workshop. E é no workshop que o dinheiro acontece — 95% do faturamento veio da mentoria. O risco a vigiar: público muito "caça-promoção" tende a converter menos no alto ticket. A hipótese pro próximo: testar um ingresso um pouco mais caro pra filtrar público mais qualificado sem perder volume.

3

A maior alavanca é o pitch, não o CPM

A conversão workshop → mentoria (9,6%) roda sobre centenas de assistentes. Uma melhora de 1 ponto ali vale mais, em faturamento, do que qualquer economia de CPM no tráfego. É pra onde a gente aponta a lupa no próximo: o pitch e o fechamento, não só a mídia.

IX

Onde isso se posiciona no mercado

Um número só vale com uma régua ao lado. Aqui está a do mercado — e a resposta pra "9,6% é bom?".

Workshop → alto ticket (mercado)
1–4%
venda direta · benchmark
Melhores casos (mentoria/coaching)
5–10%
topo da curva
WICI 3
9,6%
acima do mercado
Resposta direta: 9,6% é ótimo

Pra venda de alto ticket direto do workshop, o mercado converte 1–4% — e 5–10% só nos melhores casos de mentoria/coaching. Os 9,6% do WICI 3 estão no topo da curva, acima do que a maioria dos lançamentos pagos entrega. O modelo está certo; o teto agora é o refino do pitch.

O que o mercado faz — e a gente já aplica

Aquecer com topo barato, isca de ingresso, pitch no dia 2 e time comercial no fechamento (83,8% das vendas vieram do time — padrão de alto ticket, que pede venda consultiva). O que o mercado está adotando e a gente leva junto: retargeting de quem assistiu o vídeo (nossa fase 2 de Video View) e contingência de contas.

Fontes: benchmarks de conversão de webinário/workshop para ofertas de alto ticket (aevent · Scale For Impact) e material de venda high-ticket (Hotmart). Ticket de mentoria de R$ 2,5k+ é alto ticket: decisão mais lenta, exige prova e autoridade — por isso o modelo workshop + pitch + time comercial é o caminho certo pro produto.
X

Onde ajustamos a rota

1

As contas de anúncio caíram

O que mais nos custou não foi estratégia — foi operação: no meio do lançamento, contas de anúncio caíram. Perdemos janela de entrega justamente na fase quente e chegamos a 75% da meta em vez de fechar. Sem as quedas, o placar seria outro.

Nosso plano: estrutura de contingência — BM e contas reserva prontas, verba pulverizável na hora, pra que uma queda não pare o lançamento.
2

Faltou chegar forte no começo

O lançamento ganhou tração tarde. O início é onde se constrói o público que sustenta a captação e a venda — e a gente escalou devagar demais na largada, deixando resultado na mesa.

Nosso plano: focar e escalar mais cedo — topo em vídeo (Video View, já em implementação) semanas antes, pra chegar na captação com a base aquecida.
3

Estrutura fragmentada

Campanhas demais no ar ao mesmo tempo diluíram o aprendizado do algoritmo e dificultaram a leitura — muita coisa competindo pela mesma verba e público.

Nosso plano: estrutura enxuta e nomeada, cada campanha com um papel claro no funil.
4

Dependência da oferta de preço

Os menores CPAs vieram de descontos (R$9,90/R$19). Ótimo para volume, mas puxa o ticket e vicia o público em promoção — sozinho não sustenta um produto de alto valor.

Nosso plano: equilibrar oferta-preço com criativo de valor/autoridade no topo, pra não competir só por desconto.
XI

A maior lição: a economia do topo

O aprendizado que muda o próximo: construir público é 10× mais barato do que vender para ele. Quem aquece antes, paga a venda mais barata depois.

CPM · topo (visitas)
R$ 4,12
reconhecimento real
CPM · lembrete
R$ 4,52
614k impressões por R$ 2,8k
CPM · venda
R$ 52,48
~10× mais caro
A regra
Topo 1º
aquece, depois vende
O insight

Gastar barato no topo constrói o pool de retargeting que barateia todas as frentes de venda. É o que faz o CPM de R$ 52 da venda se pagar — em vez de comprar atenção cara na hora de fechar.

O que já fizemos

Montamos a estrutura de 2 fases: Fase 1 roda vídeo pra público frio; quem assiste 50% cai num público quente que a Fase 2 reataca. O próximo lançamento chega com a base já aquecida.

XII

O plano do próximo

Quatro decisões, em ordem de impacto. Cada uma responde a um ponto medido acima — não é teoria, é a rota que a gente já está montando.

Prioridade 1

Chegar forte no início

Focar e escalar mais cedo. Topo em vídeo (Video View 2 fases) semanas antes da captação, pra abrir o carrinho com a base já aquecida.

Prioridade 2

Contingência de contas

BM e contas reserva prontas, com verba pulverizável na hora. Uma conta que cai não pode mais parar o lançamento.

Prioridade 3

Pacing com gatilhos

Verba diária com regras de escala e corte, revisada a cada 48h. Não deixar janela passar.

Prioridade 4

Estrutura enxuta

Menos campanhas, cada uma com um papel claro no funil — do frio à escassez.

Debriefing · Cardô Marketing · Lançamento WICI 3 — Hire Brazil

Tráfego e funil da dashboard ao vivo do lançamento (Malu Meta + Hire Meta; custo em US$ convertido a R$ 5,19). Vendas de ingresso e mentoria, faturamento, custos e CAC da planilha oficial do lançamento (Orçamento/Custos e Métricas).