O WICI 3 faturou R$ 758 mil (R$ 547 mil de lucro, ROAS 6,46×), com 248 mentorias vendidas, 1.355 ingressos e o WhatsApp cheio. Primeiro os números do lançamento; depois a nossa leitura: onde ajustamos a rota e o plano que faz o próximo render mais.
Este documento tem duas partes. Na primeira, os números do lançamento do jeito que vocês já conhecem: linha do tempo, placar, captação, funil e criativos. Na segunda, a nossa leitura — o que os números querem dizer, onde a rota foi ajustada e o que muda no próximo.
A régua que a gente usa é simples: não basta rodar anúncio, é preciso conduzir o lançamento. Então aqui não tem só o que deu certo — tem também o que a gente diagnosticou e já está corrigindo. É esse trabalho que faz cada real do próximo render mais que o deste.
O que aconteceu, medido — do investimento ao lucro. Tráfego e funil da dashboard ao vivo; vendas, faturamento e custos da planilha oficial do lançamento.
O WICI 3 foi um lançamento pago — ingresso do workshop na frente, mentoria no fim. O tráfego rodou por 52 dias.
Os números conforme a dashboard ao vivo do lançamento (Malu + Hire), de 13/07 a 02/09.
A meta era 1.800 ingressos. Chegamos a 1.355 (75%) — e o tráfego respondeu pela maior fatia do volume.
Dos 1.355 ingressos, 882 vieram do pago (65%). Ticket médio do ingresso ficou em R$ 28,27 (faturamento de ingresso R$ 38,3 mil) — mais barato que o planejado, puxado pelas ofertas de R$ 9,90.
Paramos em 75% da meta. No meio do lançamento, contas de anúncio caíram — perdemos janela de entrega e ficamos atrás. Não foi eficiência; foi operação. E é exatamente o que o plano do próximo protege.
Do alcance ao ingresso. Cada degrau mostra quanto do anterior seguiu adiante.
Quais criativos mais venderam ingresso e quais converteram mais barato (menor CPA) — ranking real, dados Meta. É o aprendizado que a gente carrega pro próximo lançamento.
AD57 — One shot bike (R$ 9,90) liderou com 58 vendas, seguido de Te achei_19 e Daqui alguns meses, com 49 cada. Vídeo + oferta baixa é a dobradinha que mais enche o workshop — é o que a gente replica e escala primeiro no próximo.
AD03 — Bilhete 9,90 foi o mais eficiente: R$ 49 por ingresso com 45 vendas. Logo atrás, AD54 (Precium) a R$ 53 e AD57 a R$ 55. Esses são os moldes de menor custo — a base pra abrir verba com segurança lá no começo.
Checkouts de R$19 / R$9,90 deram CPA de R$14–20. Onde escalar — com olho no ticket.
Criativos de oferta/preço lotam o topo — vídeo e imagem entregam.
Humor do "dia ruim" trouxe 16 vendas barato. Ter sempre um no ar.
O campeão é vídeo de conexão. Emoção primeiro, oferta depois.
Enquanto o lançamento rodava, a gente foi atrás de referência do mercado e transformou em criativo. O #2 (Te achei_19) nasceu de um estudo da aula do Baldan; o AD54 (Precium) e o AD03 (Bilhete 9,90) foram adaptados de referências que encontramos. E fomos além: desenvolvemos uma ferramenta própria que varre a Biblioteca de Anúncios e traz sozinha as referências de lançamento que estão no ar vendendo — pra nunca criar no escuro e sempre partir do que já funciona.
O ingresso é a isca; a mentoria (R$ 2.497+) é o produto. É aqui que o lançamento se paga.
O ingresso é a isca; a mentoria é o resultado. Foram 248 mentorias (de 315 planejadas) — e, somando os outros produtos que o time ofertou nas calls, 275 vendas no total, R$ 714,7 mil, 94% do faturamento. O tráfego encheu o workshop e o pitch converteu.
A conversão pós-pitch automática foi 2,8%; com o time de vendas, subiu pra 7%. Regravar/afinar o pitch é a maior alavanca de faturamento do próximo — pequena melhora aqui, sobre 248 mentorias, é muito dinheiro.
| Frente | Meta | Realizado |
|---|---|---|
| Ingressos | 1.800 · R$ 99.144 | 1.355 · R$ 38.307 |
| Mentoria — pré-venda | 135 · R$ 440.000 | 101 · R$ 282.345 |
| Mentoria — carrinho | 180 · R$ 486.000 | 147 · R$ 432.395 |
| Downsell | — | 18 · R$ 5.346 |
| Faturamento total | R$ 1.025.144 | R$ 758.393 |
Somando ingresso + mentoria + downsell. O número que importa pra vocês: o que entrou e o que sobrou.
Mesmo em 74% da meta de faturamento, o lançamento lucrou R$ 547 mil — e o ROI subiu pra 2,60 (o planejado era 1,60). Cada real investido voltou multiplicado.
Faltaram os 26% da meta de faturamento. As duas alavancas estão medidas aqui: chegar mais forte no início e proteger a operação (as contas que caíram). Corrigidos, o próximo passa a meta.
O que os números querem dizer — e o que a gente já está fazendo com isso. É aqui que a gestão aparece.
O que os números querem dizer — a análise que separa um relatório de uma gestão.
O lançamento entregou ROAS 6,46× e ROI 2,60 — cada R$ 1 de operação virou R$ 2,60 de lucro. Quando se abre verba pra ganhar volume, o ROAS marginal naturalmente cede; e tudo bem, porque o que enche o caixa é o lucro absoluto: R$ 547 mil. A leitura de gestor é essa — perseguir volume lucrativo, não ROAS de vaidade.
O ticket do ingresso caiu pra R$ 28 (ofertas de R$ 9,90) — de propósito: ingresso barato enche o workshop. E é no workshop que o dinheiro acontece — 95% do faturamento veio da mentoria. O risco a vigiar: público muito "caça-promoção" tende a converter menos no alto ticket. A hipótese pro próximo: testar um ingresso um pouco mais caro pra filtrar público mais qualificado sem perder volume.
A conversão workshop → mentoria (9,6%) roda sobre centenas de assistentes. Uma melhora de 1 ponto ali vale mais, em faturamento, do que qualquer economia de CPM no tráfego. É pra onde a gente aponta a lupa no próximo: o pitch e o fechamento, não só a mídia.
Um número só vale com uma régua ao lado. Aqui está a do mercado — e a resposta pra "9,6% é bom?".
Pra venda de alto ticket direto do workshop, o mercado converte 1–4% — e 5–10% só nos melhores casos de mentoria/coaching. Os 9,6% do WICI 3 estão no topo da curva, acima do que a maioria dos lançamentos pagos entrega. O modelo está certo; o teto agora é o refino do pitch.
Aquecer com topo barato, isca de ingresso, pitch no dia 2 e time comercial no fechamento (83,8% das vendas vieram do time — padrão de alto ticket, que pede venda consultiva). O que o mercado está adotando e a gente leva junto: retargeting de quem assistiu o vídeo (nossa fase 2 de Video View) e contingência de contas.
O que mais nos custou não foi estratégia — foi operação: no meio do lançamento, contas de anúncio caíram. Perdemos janela de entrega justamente na fase quente e chegamos a 75% da meta em vez de fechar. Sem as quedas, o placar seria outro.
O lançamento ganhou tração tarde. O início é onde se constrói o público que sustenta a captação e a venda — e a gente escalou devagar demais na largada, deixando resultado na mesa.
Campanhas demais no ar ao mesmo tempo diluíram o aprendizado do algoritmo e dificultaram a leitura — muita coisa competindo pela mesma verba e público.
Os menores CPAs vieram de descontos (R$9,90/R$19). Ótimo para volume, mas puxa o ticket e vicia o público em promoção — sozinho não sustenta um produto de alto valor.
O aprendizado que muda o próximo: construir público é 10× mais barato do que vender para ele. Quem aquece antes, paga a venda mais barata depois.
Gastar barato no topo constrói o pool de retargeting que barateia todas as frentes de venda. É o que faz o CPM de R$ 52 da venda se pagar — em vez de comprar atenção cara na hora de fechar.
Montamos a estrutura de 2 fases: Fase 1 roda vídeo pra público frio; quem assiste 50% cai num público quente que a Fase 2 reataca. O próximo lançamento chega com a base já aquecida.
Quatro decisões, em ordem de impacto. Cada uma responde a um ponto medido acima — não é teoria, é a rota que a gente já está montando.
Focar e escalar mais cedo. Topo em vídeo (Video View 2 fases) semanas antes da captação, pra abrir o carrinho com a base já aquecida.
BM e contas reserva prontas, com verba pulverizável na hora. Uma conta que cai não pode mais parar o lançamento.
Verba diária com regras de escala e corte, revisada a cada 48h. Não deixar janela passar.
Menos campanhas, cada uma com um papel claro no funil — do frio à escassez.
Tráfego e funil da dashboard ao vivo do lançamento (Malu Meta + Hire Meta; custo em US$ convertido a R$ 5,19). Vendas de ingresso e mentoria, faturamento, custos e CAC da planilha oficial do lançamento (Orçamento/Custos e Métricas).